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O pequi é uma fruta nativa do cerrado brasileiro, cujo nome científico é Caryocar brasiliense camb. É também conhecido como: piqui, pequiá, piquiá, piquiá-bravo, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá-pedra, pequerim e suari. Seu significado na língua indígena é “casca espinhosa”.

Do caroço desta fruta é extraído o óleo, e a partir dele é produzido o biodiesel e 50% deste corresponde ao óleo vegetal, que tem uma composição química adequada para a produção de biodiesel,  porém produzir biodiesel a partir do óleo de caroço de pequi leva tempo e investimento. É necessário produzir mudas, plantar, desenvolver e maturar a produção em escala comercial, o pequizeiro é uma árvore alta, com tronco de 2 m a 5 m de circunferência e altura de 15m a 20m. Ocorre mais frequentemente nos estados de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Bahia.


Semeadura

A sementeira deve ser construída em canteiros com 1 m de largura e leito de 10 cm de espessura (contendo areia grossa e peneirada). Os caroços são semeados com folga de 1 cm entre eles e recobertos com 1 cm de vermiculita ou pó de serra.

A irrigação deve ser feita diariamente para manter úmido o leito da sementeira. Após o início da emissão da radicela, as mudas podem ser transplantadas para sacos de polietileno, que são pretos, sanfonados e perfurados (na base e na lateral), com capacidade para 4  litros de substrato.

No viveiro, estes sacos são colocados em canteiros de 2, 3 ou 4 filas, com espaço de 60 cm a 80 cm. Recomenda-se que as mudas permaneçam no viveiro até a próxima estação chuvosa, quando estarão prontas para o plantio ou para a enxertia.


Plantio

• É feito no início da estação chuvosa, preferindo climas quentes.

• Espaçamento: recomendado de 8 m a 10 m entre as plantas.

• As covas devem ter as dimensões de 40 cm x 40 cm x 40 cm.

• Para solos de textura média, deve-se reduzir as doses de calcário e superfosfato simples para, respectivamente, 80% e 60%. Além disso, é misturado fertilizante na terra das covas.

• Deve-se retirar o saco plástico, plantar e regar bem a muda, depois cobrir a superfície da cova com material vegetal seco.

• Após o plantio, é necessário promover três adubações em cobertura com 25 g de sulfato de amônio e 10 g de cloreto de potássio, a cada 40 dias até o fim do período chuvoso. Além disso, sugere-se que faça adubações anuais, começando em 150 g após um ano de plantio e aumentando 150 g a cada ano, com doses de 5%, 2,5% e 2,5% de, respectivamente, sulfato de zinco, sulfato de cobre e sulfato de manganês.
 

Colheita

• A produção do pequizeiro, para mudas produzidas a partir de sementes, inicia-se de 4 a 5 anos pós plantio.

• O fruto estará pronto para ser colhido quando atingir a fase de maturação, que é quando se desprendem da planta. Posteriormente, são transportados para o local de comercialização, onde são descascados, sendo aproveitada a semente com polpa.

• A parte comestível do fruto é embalada em sacos plásticos e vendida por dúzia. O restante é levado às indústrias, onde se retira o óleo de pequi, que é vendido em litros.

• O rendimento de óleo da  polpa é de 30% a 40% em peso do fruto. Em 1 ha, com espaçamento de 10 m x 10 m, tem-se, aproximadamente, uma produtividade de 1.200 caixas de fruto por ano. Cada hectare de plantação produz até 3.200 litros de óleo.

Características e utilidades

• Raiz: usada para matar peixes, pois é tóxica.

• Madeira: macia, resistente e de boa durabilidade, sendo usada na construção naval, construção civil e obras de arte. Sabões caseiros também são produzidos a partir de suas cinzas.


• Folhas: formada por três folíolos ovais (que podem medir até 20 cm) recobertos com pêlos curtos, sendo usada para a produção de adstringentes.

• Flores: possuem cinco pétalas brancas e grandes, que florescem durante os meses de agosto a novembro e chegam a até 8 cm de diâmetro.

• Fruto: é formado por sementes redondas e oleaginosas, que são envoltas pela polpa alaranjada e rica em óleo. Seu caroço é formado por uma fina camada de espinhos e, mais internamente, contém uma amêndoa bastante oleosa de cor branca. Produz um óleo utilizado no preparo de arroz e carnes, contendo proteínas, açúcares e vitaminas A, tiamina, sais de cálcio, ferro e cobre. Os frutos ficam maduros de setembro a fevereiro, sendo que cada planta fornece, em média, 6.000 frutos por ano. Eles são comestíveis e servem para a extração de óleo, constituído por triglicerídeos que podem ser empregados na produção de biodiesel.

• Sementes: possuem propriedades aromáticas, sendo usadas na produção de óleo (manteiga de pequi) e no preparo de licores.

• Casca: fornece tinta castanha, que é usada pelos artesãos para tingir lã e algodão.

O pequizeiro é uma árvore muito versátil, no que diz respeito às suas utilidades, pois dela se aproveita praticamente tudo. As sementes são comestíveis e, normalmente, cozidas com o arroz. O fruto, como já mencionamos, é delicioso e nutritivo. A polpa pode ser usada de muitas maneiras, como, por exemplo, para a produção de licores e sabão. As folhas são aproveitadas para um chá medicinal, que auxilia na regulação do fluxo menstrual. A sua madeira é muito resistente e ótima para a confecção de mourões e cercas. O óleo produzido à partir do pequi é, também, considerado como produto medicinal e utilizado na produção de vários medicamentos e, ainda, é recomendado como tônico ou bálsamo para asmáticos. 

Na composição do pequi, encontramos cálcio, fósforo, ferro, cobre, além das vitaminas A, B1 e C. O valor energético, em cada 100g é de 89 calorias. 

Devido à sua origem no cerrado, o pequizeiro é melhor adaptado a regiões com pouca chuva ou pouca irrigação. Sua produção é sempre maior em períodos mais secos e, por esta razão, a variedade do cerrado também pode ser cultivada em algumas regiões mais secas do Nordeste. No entanto, durante o período de germinação, é necessário que façamos uma irrigação, caso não haja um volume adequado de chuvas. A frutificação, no cerrado, acontece entre janeiro e abril. Desta forma, podemos dizer que o cultivo do pequizeiro é simples e acontece com facilidade, desde que não haja falta de água nos primeiros meses de existência da planta

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